O risco que sua empresa não acompanha pode já estar no resultado

Empresas raramente entram em dificuldade por causa de um único acontecimento.

Normalmente, os sinais aparecem antes.

Um cliente importante começa a atrasar. A empresa passa a depender demais de um fornecedor. A margem diminui lentamente. O endividamento aumenta. Um processo relevante continua concentrado em uma única pessoa.

Separadamente, nenhum desses fatos parece capaz de ameaçar o negócio.

Juntos, podem contar outra história.

Gestão de riscos não significa tentar prever tudo o que pode dar errado. Significa identificar aquilo que, se der errado, terá impacto relevante — e decidir antecipadamente como lidar com isso.

Nem todo risco está no financeiro

Há riscos financeiros: caixa, crédito, juros, endividamento e inadimplência.

Há riscos tributários: interpretações equivocadas, falta de documentação e mudanças legislativas.

Há riscos trabalhistas, tecnológicos, comerciais e operacionais.

E existe também o risco de concentração.

Se 40% da receita depende de um único cliente, por exemplo, perder esse cliente não representa apenas uma queda de 40% no faturamento. A estrutura de custos da empresa provavelmente não cairá na mesma velocidade.

Esse é o tipo de informação que deveria estar na mesa antes que o problema aconteça.

Risco também pode ser medido

Para os principais riscos, três perguntas são um bom começo:

Qual a probabilidade de acontecer?

Qual seria o impacto?

O que podemos fazer agora para reduzir esse impacto?

A resposta pode levar à diversificação da carteira de clientes, criação de reservas de liquidez, revisão de contratos, contratação de seguros, implantação de controles ou simplesmente construção de um plano alternativo.

O objetivo não é administrar com medo.

É exatamente o contrário.

Empresas que conhecem seus riscos conseguem assumir riscos melhores.

Porque crescer exige risco. Crescer sem saber quais riscos estão sendo assumidos é outra coisa.

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